segunda-feira, 29 de março de 2010

Entendendo With or Without You

The Joshua Tree foi o álbum de maior repercussão dentro do meio musical no fim da década de 80. Lançado em 1987, esse álbum foi um grande divisor na carreira do U2. Até ali, a identidade pós-punk da banda soava nos ouvidos dos fãs e curiosos. Mas alguns trabalhos anteriores já davam a ideia do som que o Joshua tree traria. Com a convocação de Daniel Lanois, a banda passou a trabalhar mais os sentidos e os sons da nova era musical. Mas a visita aos Estados Unidos influenciou de vez a vida da banda. Juntando com o sentimento político e religioso, surgia a Árvore de Josué.

Nesse álbum encontramos um número gigantesco de simbolismo, tanto na composição das músicas, quanto nas fotos registradas no álbum. A melancolia e a auto-análise desfocadas das lentes que registraram uma essência de uma banda que chegava ao seu auge, resgatando a alma do blues, do jazz, do rock e do gospel americano. Do povo negro sofrido e já homenageado em outras canções com Pride e MLK. Como não pensar em política social quando se fala do U2? Mas não é disso que irei tratar neste pequeno artigo, mas sim dos arquétipos simbólicos de suas canções e composições.

Amor, dor, esperança, paixão, queda, religião. São variados os temas das músicas encontradas no Álbum. Irei agora destelhar uma delas e apresentar a sua planta arquitetônica. Sua estrutura em essência, e duas das mais próvaveis versões, uma vez que Bono e seus companheiros não revelam os sentidos de suas artes. “Qual o sentido da arte se ela não possuir mistério ou vários sentidos”? A música é uma das minhas favoritas. With or without you.

Com ou sem sentido – Sejamos interativos

Amor ou Fé? Uma amante, ou Jesus Cristo? Utopia ou Religião? O simbolismo dessa canção nos leva a um mundo extremamente doloroso, onde tudo quer dizer algo, nos lembra algo, nos remete à possibilidades fantasiosas, ou resumidamente, ao mundo das Ideias. Filósofos já retrataram o amor, já descreveram a fisiologia do amor, da paixão, anunciaram o Platonismo. Amor é uma escada de sete degraus, já diziam. Sofrer de amor é Paixão. Paixão é dor, pois de tudo se anula, e só vive quando há um sustento.

Costumo dizer que uma pessoa apaixonada é como um bêbado inclinado para o lado que precisa de outro sustento para se manter de pé. E esse outro sustendo é uma outra pessoa bêbada. As duas se inclinam e forma um compasso perfeito no qual com calma, os dois passam a andar e trilha um caminho. Mas aquele que ficar sóbrio em primeiro lugar vai cansar, ou não de sustentar o outro. Daí vem os questionamentos. Daí vem aquilo que podemos chamar de amor. Ou tem, ou não tem. Caso não tenha, o outro bêbado cairá no chão, e a queda irá doer. Algo nesse bêbado irá mudar, até ele mesmo ficar sóbrio. Um questionamento interno passa a ser feito. Um processo de reabilitação começa. E é nesse mundo melancólico, nublado e doloroso que ficam as poesias, a arte e a representação. A paixão é um mundo sombrio e fantasioso, onde os anjos e os demónios se confrontam dentro de nosso estômago, dando aquele frio e nos fazendo tomar decisões sem muitos questionamentos, mas sim, poéticos. A “fantasia real” nos tira o chão. E essa fantasia que marcou shakespeare com seu Romeu e sua Julieta. A impossibilidade de se viver aquilo. O envenenar-se por amor. O apunhalar-se por paixão. As juras eternas. Os laços. Como não nos remetermos aos clássicos literários quando mencionamos algo que nos remeta ao questionamento do amor.

“Não posso viver com, mas não sei viver sem você”, diz a musica escrita e composta pelo U2. With or without you caiu nos ouvidos populares, fez sucesso e tornou-se manjada em baladas e cansada pelos próprios fãs e autores. Mas a nuvem misteriosa que cobre a música é muito mais densa do que os intelectuais que a esnobam pensam. A representatividade simbólica da música nos leva à algumas interpretações que a canção nos traz, pois os compositores fazem questão de não revelar sua verdadeira natureza. Mas uma coisa podemos ter total e absoluta certeza: a dor está presente na canção, seja ela sobre Cristo, seja sobre um homem que sofre de amor.

A composição começa com um som eletrônico de bateria bem abafado e um vibrafone representando assim a descrição de um corpo humano de um amante. A bateria soa como as batidas de um coração. Já o vibrafone é composto de uma forma que lembra um fluxo de algo circulando, ou ondulando. A música começa como um ser-humano, com as batidas de um coração impulsionando o sangue que circula o corpo. Por toda ela, podemos ouvir ao fundo a circulação desse sangue, sem parar. Mas a bateria sempre vai aumentando sua velocidade, de acordo com a evolução desse sentimento.
Pa ser mais interativo disponibilizarei aqui o vídeo com a música. Quando a barra estiver cheia, aumente o volume e leia o texto, percebendo as descrições.

Aperte o Play!



Começa a música. A bateria e o vibrafone dão vida à ela. É o coração e o sangue circulando nesse ser. O Baixo de Adam Clayton aparece, assim como a bateria, abafado, morno, calmo, assim com um pulso. É o pulso deste Ser. Ao mesmo tempo, uma guitarra do The Edge produz um som chamado “Infinity Guitar” lembrando um violino, mas trazendo as variações entre notas que ecoam como um frio que nasce na barriga, aquele primeiro sinal trêmulo de uma paixão que nasce, mas que dói. Do que seria essa dor? Saudade? Decepção? Arrependimento?

“Vejo a frieza de seus olhos / Vejo os espinhos que entornem em sua volta / E eu espero por você”. Essas são as primeiras frases ditas por Bono, em uma voz embargada por uma melancolia assombrosa. “Jogos de mão desfiguraram o nosso destino / Em uma cama de pregos, ela me fez esperar / E eu espero, sem você” continua Bono. Aqui ele utilizou dois tipos de pronomes “Ela” e “Você”, no que isso tende a nos dizer que ao mesmo tempo que ele desbafa, ele conversa com a pessoa. Mas como assim? Eis ai um dos mistérios dessa música. Essa pessoa está viva? Presente? Ou ele fala com uma imagem virtual dela, um pensamento, uma ideia?

A partir daí, a bateria começa a ficar mais forte. A guitarra de The Edge soa em dois sons semelhantes, paralelos, porém, um mais agudo que o outro. Começa a travessia pelo mundo da paixão, o retrato de um frio intenso, de uma solidão, de uma angustia começa com esse desentendimento entre sentimentos. “Pelas tempestades chegamos às margens / Você deu de tudo mas eu quis mais / e eu espero sem você”. Como não interpretar esses versos tão claros como um alguém que foi ao seu limite? Alguém que passou por provas, questões e chegou a conclusões, e por isso está só, mesmo que a contra gosto. Nesse mesmo verso, o som da guitarra vai ganhando uma vibração mais forte, pois a angustia desse Ser vai aumentando, “Com ou sem você, Com ou sem Você / Não posso viver, Com ou sem você”. É nesse momento que as dores se revelam, e as emoções começam a subir como um rio prestes a transbordar.

Perceba força da bateria. A revolta da guitarra. Esse verso pode ser traduzido de duas formas (“And you give yourself Away”): “E você se entregou” ou “E você se foi”. Aqui percebemos um pequeno eco na voz de Bono realçado com o Backvocal de The Edge. ‘Então alguém foi embora’, foi embora, ou faleceu?

No ultimo verso da música, percebemos a descrição agonizante do amor nas guitarras de Edge. São três sons diferentes e desalinhadas delas. Duas em “infinity guitar” e uma provocando toda a revolta em acordes repetitivos. É nesse verso que o personagem se prepara para a realidade. “Minhas mãos estão atadas / Meu corpo dolorido pois ela me conseguiu com / Nada a ganhar e nada mais a perder”. Repare na guitarra. Ela tem um som ecuoso de um choro, de uma agonia. Uma pequena revolta estendida dentro da realidade. “And you give yourself away” volta a aparecer, dessa vez em uma voz mais aterrorizada, abalada com tal verdade. “Com ou sem você, eu não vivo, com ou sem você”. A musica sobe ao seu ápice, seu clímax. Ela explode em emoção. O grito agoniante do personagem de Bono é acompanhado com vários choros de guitarras, assim como os beatles uma vez disseram em uma de suas músicas. Um grito tão forte de voz, guitarra, baixo, as viradas da bateria de Larry Mullen Jr. Como se fosse um coração em extrema dor.

Nessa hora, tudo se cala. Tudo se acalma. Não há mais força. Tudo está sombrio. A única coisa que podemos ouvir são as batidas do coração, o sangue circulando e os resquícios de agonia da guitarra. Ouve-se então um choro de longe. É a voz do Ser de Bono, e junto dele uma guitarra também chorosa. Mas a vida continua, assim como a música em acordes agradáveis. Nesse momento tudo entra em completa harmonia sonora. É a hora do personagem ressurgir das cinzas, bater a poeira e seguir em reticencias, como deixa claro o fade out.

Esse é o personagem platônico e Shakespeariano do U2. Mas além do amor entre dois seres, essa música pode retratar a visão que as pessoas tem da fé em Cristo e sua Paixão. Os espinhos retorcidos, o “Give yourself away”. Como não imaginar uma pessoa em crise religiosa, com fé perdida e se questionando sobre o seu caminho? Como negar a ressureição da música tão harmonioza e tão relaxante em um desfeixo que se prolonga em Fade? Você que aqui estálendo pode ter uma interpretação completamente diferente, Pois Bono e seus companheiros deixam seus ouvintes a vontade para interpretar essa canção. Há quem diga que essa música retrata a própria caminhada de Bono até chegar a sua vida de fé após a morte de sua mãe, na adolecência. Mas uma coisa é certa. De todo album Joshua Tree, ela se destaca, tanto pela criatividade simbólica, quanto pelo experimentalismo exagerado que ela possui. Apesar de ser em uma mesma linha de notas em uma harmonia simples(Ré, Lá, Si menor, Sol), ela é vista pelos especialista como uma composição extremamente complexa, cheia de sentidos e significados poéticos.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Felicitações, meus Queriiieeedos!!!

Perdoe as limitações... mas é com carinho!!

Abraço a todos!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Bossa N'

Bossa em todos os estilos...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Gratidão

Sou grato. Grato por me fazer sentir a sinceridade. Grato por uma dignidade rara. Grato pelas diversas sensações antes jamais sentida. Grato pelo tempo e pela paciência. Grato pela minha ilusão inoportuna. Grato por está vivo e poder viver. Sou sim, grato por me fazer sentir como é a sensação de uma forte batida no coração, de um forte impulsão do pulso, da arritimia da lógica, do voar sem medo de cair.

Sou grato pela eternidade, pois enquanto eu for vivo, serás eterna. Sou grato, pois enquanto houve momento, houve vida. Sou grato pois ser grato é ser honesto, é guardar pra si sem ser seu, é enviar através do ar as melhores energias que podemos, é pedir ao divíno que divina sejas tua vida. Ser grato é melhor que ser vingativo. Ser grato é ser de alguém sem deixar de ser seu próprio. Ser grato é ser improvável, pois ser feliz por gratidão é utopia.

Fui Dante Alighieri. Busquei Beatriz. Conheci Cerbero. Convive com Virgílio. Conversei com Vinícios. Mas não achei o que procurava. Fui a lugares sem nomes, vi arte sem sentido, comi o pão do pecador, me entreguei e descobri que não podia... Fui até onde pude, e quando ví a ponte lá não estava. Mas, mesmo assim, sinto o eterno. E é o eterno que vai te alimentar, pois o etéreo desmanchou no ar. Sou grato, pois sou uma caixa que a pouco tempo estava vazia e hoje está cheia. Desde os primórdios fui grato. Hoje eu sou e amanhã continuarei sendo.

R.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Insonia

... Pois foi a crise que te fez crescer... pois foi na morte que viste vida... pois foi doença que te trouxe saúde que saúda o intelecto, este que traduz a dor, esta que vem da alma, ela que traz à vida... vida... suspire a beleza de um único momento... crie a idéia que não existe... espirre o vírus que invade as veias, penetra na carne e inflama um trauma.

São os mistérios que nos dão a emoção de momentos. São as razões que nos tiram a graça e a gloria da ilusão, da fantasia, da forma revoltada, do âmago frio que roda no abdômen... São os pés nos chão que nos grudam e não nos deixam sentir um só momento de emoção, pois é de baixo que vemos as fantásticas viagens dos outros... e é de baixo que olhamos para cima e contemplamos o sol que brilha tão forte, nos ofuscando a vista... pois somos viciados no real, na verdade, no verídico...

Pois vos digo... que queime a retina... que venha a cegueira.... que venha o mundo irreal... que sejas surdo... mas que possam, pelo menos, voar... que alcancem Ícaro, e que se necessário, derretam ao tentar chegar ao sol... pois cairão... mas cairão sem a dor, sem a decepção... com uma vida, com uma alma, com um espírito.

...o que existe? O que não existe? Mas o que, necessariamente, queiramos que exista? Amor... Ódio... Amor... Raiva... Amor... Paixão... Justiça... Dor... Felicidade... tudo tão efêmero, tão etéreo... Somos bolhas de sensações que, expelidas no ar, viajam milhas até se transformar em furacões devastadores, ou brisas prazerosas... pois somos seres... pois somos animais... pois somos racionais... pois somos humano... pois somos carne... pois somos espírito... pois somos sensações... pois somos vida...


The volta?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Citação...

"Se alguma coisa se te opõe e te fere, deixa crescer. É que estás a ganhar raízes e a mudar. Abençoado ferimento que te faz parir de ti próprio."
Saint-Exupéry

...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

... após...

Sempre após uma tempestade dolorosa e rubra, vem o mais branco e agonizante silêncio...

domingo, 12 de outubro de 2008

Aqui, deixo...

Abdicar... por isso somos perfeitos. Dentre tantas imperfeções o ser-humano se mostra fruto da negação. Aceitar os fatos como são o levam à agonia, à dor, e a perseverança dá lugar ao desespero, e ao simples fato de renegar tudo aquilo que uma vez foi sonhado.

Somos perfeitos, pois somos alpha e zetha. O início surge de um fim, e o fim nada mais é que a morte. Simbolos que procrastinam a indugência de factualmente regeitar o ser e transformar-se humano... por natureza. E no refugio da alma encontramos uma saida... abdicar os ideais em prol de um novo horizonte, de uma nova era, de um novo rumo. A futilidade que nasce no amago de nosso espirito se transforma em uma rocha concreta, cheia de ideias que nos levam a sabedoria popular de um inconsciente coletivo, transtornado-nos, escondendo sentimentos no mais profundo e obscuro mundo que fazemos questão de perder. E são essas perdas que nos moldam, que nos multam.

Somos vivos por abdicar o real e refougar-se nas sensações profundas de amor. Somos amantes do nada, pois no nada se encontram nossas projeções que através de lampejos nos dizem "a vida é essa". Mas a vida está morta. Pois a morte é o unico fato, pois é o recomeço de tudo, é um sol que se levanta por detras das mais altas colinas, e que com sua luz branca nos faz enxergar o que é ser humano, e o quão verde são nossos quintais.

Pois estou aqui a abdicar a morte, esperando a vida me atingir... abdicando a chegada do sol, abdicando o amor, abdicando todas as sensações. Somos ferteis de sentimentos, e estou aqui, abdicando de tudo, esperando que a flecha me traga o real. Sim, o real que o mundo tem para nos dar. Abdico meu ser, abdico para você me mostrar a razão do sonho e o sonho de uma razão...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A compreensão

Democracia?

DEi uma pausa nas seleções das cenas que mais me comoveram no cinema para pegar um pouco a crista das eleições que aconteceram nos municípios brasileiros.

Foi nesse ultimo fim de semana a realização de um dos mais tristes eventos da "Democracia" brasileira para o nosso estado. Eleições sem nenhuma empolgação, com candidatos que mostraram todas as suas incompetências em propostas absurdas, populistas e beirando o ridículo. Na gestão passada que acaba de se reeleger, so posso dizer que fora minusculo o resultado na cidade. Disseram que antes de implantar a infra-estrutura na cidade, precisavam resgatar a cultura e o humanismo na cidade. Não vi nem um, nem outro. Vejo uma cidade afogada na ignorância em todas as suas classes, que continua com sua cultura de não desenvolvimento de cultura local - veja bem o que digo, DESENVOLVIMENTO, isso de maneira alguma, quer dizer ser saudosismo, os velhos continuam mandando, as panelinhas continuam roubando espaço de pessoas mais competentes e a curriola dos "entendidos" continuam em seu prepotente "conhecimento" de humanismo e cultura. As classe alta, médias e baixas continuam submissas à ignorância, às mascaras sociais, e essas máscaras foram a maior caracteristicas das propagandas eletorais.

"Vamos fazer"... "vamos continar"... "vamos mudar"... "vamos respeitar"... o populismo, talvez o mais nojento ato de todos os políticos, imperaram nessa campanha. E, então? Em quem eu poderia votar? O que o meu voto modificaria na minha vida e na da cidade? Sou completamente contra se anular o voto, mas anulei o meu, pois não dei o atestado de bons antecedentes para o governo passado e nem dei o direito de pessoas populistas e incompetentes que não mostraram seus reais projetos, falo em real, aquilo que pode realmente ser aplicado.

No Brasil, o voto é democrático, mas é obrigatório. Mas ai, você tem a opção de anulá-lo, ou dar carta branca, ou escolher um candidato que melhor reflete seu ideal. Democracia, democracia, democracia... aqui me calo, e passo a palavra a quem realmente pode falar... o Sr. José Saramago:


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cenas inesquecíveis... parte 2

O Brilho eterno de uma mente sem lembranças...

"Let me keep this memory"



Se você pudesse... faria tudo diferente?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cenas inesquecíveis...

A partir de agora, colocarei algumas das cenas que mexeram comigo na história do cinema... vou começar por essa, de Casablanca... uma das minhas prediletas...

CASABLANCA...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Os mais insuportáveis (Parte 1)

Bom... antes de mais nada... SIM, EU ME CONFUNDI... GUS VAN SANT TEM FILMES QUE EU GOSTO... Elephant, Good will Hunting e o conto dele em Paris Je t'ame... e só!!
Sei q alguns não concordam mas...
Agora vou fazer a minha lista dos Diretores que, apesar de eu ter tentado muito, não deu certo de gostar... vamos la:

1 - TARKOVSKY (O grande campeão, o único diretor que eu nunca consegui terminar UM unico filme... quase que tive um derrame cerebral)
2 - LARS VON TRIER
3 - GUS VAN SANT
4 - Irmãos Coen (Desculpa Haroldo, mas fora O Grande Lebowsky, não teve nenhum outro filme que eu tenha realmente gostado e que tenha me apresentado grandes novidades)

... (continua)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Os 100 filmes

Provavelmente, amigos blogueiros, vocês possuam a mesma sensação que eu tenho ao sair do cinema, abrir o jornal, ou alguma pagina de internet especializada em crítica cinematográfica e ler um artigo em que o cidadão esculache uma obra que você simplesmente se identificou. É complicado falarmos de crítica, de "bom" e "ruim". Mas tudo isso é um bocado relativo. O que é bom? Por que é ruim? Será que existam tantos padrões inquebráveis que tornam aquela obra um "mau gosto"?

Tudo bem, Casablanca é um filme legal de se ver, eu particularmente gostei muito - já imagino as sobrancelhas arqueadas e as caras de nojo que alguns devem fazer - mas é apenas uma questão de identificação. Hoje, precisamos dar margens às pseudo-profundidade que as pessoas possuem, e o fato de alguem gostar ou não de um filme não torna aquela obra completamente ruim... veja o exemplo de As Branquelas (nesse momento fiz cara de nojo e arqueei a sobrancelha).

Creio que depois dos advogados e dos médicos incompetentes e prepotentes que só querem ser o Dr. House, a raça mais chata são os Críticos de Cinema. Frustrados, Pseudo-intelectuais e que acham que Lars Von Trier e Gus Van Sant são bons... nada contra os filmes deles, so acho que eles utilizam o cinema pra tentar ajudar sua crise existencial com relação a sua identidade sexual (Pô, porquê tem que haver sempre uma cena de sexo homossexual num filme do Gus Van Sant, cara indeciso, nam).

Bom, não estou insinuando nada, mas sempre há uma relação do seu EU, sua identidade, seu inconsiente psicanalítico com os gostos dos filmes que você venera. Preste atenção! Hoje, o cinema viro uma sinapse que te faz entrar em processo de identificação consigo mesmo, seja em comédia, em romance, em questões humanitárias, ou na própria simplicidade (naaada como a simplicidade, como já diria meu amigo Luis Fernando Veríssimo).

Bom, daqui deixo meu protesto contra os críticos. Ninguem leva mais em consideração o que eles falam, e por isso eu digo... Salvem suas profissões, ANALISEM os filmes e parem de apenas criticar, entregando-se ao saudosismo ou à vaidade "intelectual" de ser um Crítico de Cinema...

Vou começar a pensar na minha lista dos 100 filmes que vocês devem assistir e vou postá-los aqui.


Minha lista em desordem de importância alguma

1 - “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”
2 – “Laranja Mecânica”
3 – “O Poderoso Chefão”
4 – “Apocalipse Now”
5 – “Cidade de Deus”
6 – “O grande ditador”
7 – “Cidadão kane”
8 – “O sétimo selo”
9 – “8 ½ - Felinni”
10 – “Forrest Gump”
11 – “O Nascimento de uma nação”
12 – “Psicose”
13 – “Adaptação”
14 – “Quero ser John Malkovich”
15 – Asas do Desejo
16 – Tão perto, Tão Longe
17 – “Táxi Driver”
18 – “Scarface”
19 – “Hiroshyma, meu amor”
20 – “A Doce Vita”
21 – “O Piansta”
22 – “O ensaio sobre a cegueira”
23 – “Casablanca”
24 – “Tempos Modernos”
25 – “O Homem Elefante”
26 – “O Edifício Máster”
27 – “Os Bons Companheiros”
28 – “Réquiem para um sonho”
29 – “Pulp Fiction”
30 – “Antes do por do sol”
31 – “Os sonhadores”
32 – “Tropa de Elite”
33 – “’Cinema Paradiso”
34 – “O Senhor dos Anéis (Trilogia)”
35 – “O império contra-ataca”
36 – “O Balconista”
37 – “Pi”
38 – “Noivo Neurótico, noiva nervosa”
39 – “Match Point”
40 – “Perfume de Mulher”
41 – “Quase Famosos”
42 – “Jerry Maguirre”
43 – “Terra em Transe”
44 – “Juno”
45 – “Pequena miss sunshine”
46 – “Um beijo roubado”
47 – “Closer”
48 – “O advogado do diabo”
49 – “O Exorcista”
50 – “A Profecia”
51 – “Em nome do pai”
52 – “Metrópolis”
53 – “Blow-up”
54 – “O encouraçado potemkin”
55 – “Os sete samurais”
56 – “2001- uma odisséia no espaço”
57 – “Alphaville”
58 – “007 contra o satânico Dr. Nô”
59 – “Blade Runner”
60 – “Guerra nas estrelas”
61 – “Kill Bill”
62 – “Beleza Americana”
63 – “O Ultimo tango em Paris”
64 – “A lista de Schindler”
65 – “As invasões bárbaras”
66 – “Paradise now”
67 – “Dodgeball – Com a bola toda”
68 – “Borat”
69 – “Procura-se Amy”
70 – “Jerry Maguirre”
71 – “Magnólia”
72 – “O garoto”
73 – “Piaf – Hino ao amor”
74 – “Tudo acontece em Elizabethtown”
75 – “Domingo Sangrento”
76 – “Diários de Motocicleta”
77 – “Central do Brasil”
78 – “O poderoso chefão 2”
79 – “Por uma vida menos ordinária”
80 – “Extermínio”
81 – “Trainsporting”
82 – “Encontros e desencontros”
83 – “Escola do Rock”
84 – “Patton – Rebelde ou herói”
85 – “Nascido em 4 de julho”
86 – “Plattoon”
87 – “O Resgate do soldado Ryan”
88 – “Alta fidelidade”
89 – “O manto sagrado”
90 – “Os 10 mandamentos”
91 – “Os caçadores da arca perdida”
92 – “ET – O Extraterrestre”
93 – “E o vento levou”
94 – “Curtindo a vida adoidado”
95 – “Pânico”
96 – “A hora do pesadelo”
97 – “Bonecas russas”
98 – “Meu pé esquerdo”
99 – “Não estou lá”
100 – “Os intocáveis”

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

...

O que dá mais medo ao homem? A Morte, responderiam alguns. Na verdade, em sua maioria quase total. Definamos Morte: ausência de vida ou espírito, inerência, imóvel. Sempre foram vítimas do acaso. Muitos acasos foram vítimas dos homens. Mas no que se deveria acreditar, verdadeiramente?

A leveza do espírito trás consigo as angústias da alma. Os olhos captam o podre. O coração sente a dor. E a cabeça atrai a morte. Ressuscitar, ressurgir, reencarnar, todos esses verbos intransitivos sempre pedirão o complemento da crença humana, seja por religião, seja por intuição, seja por inconsciente. Dê a Froid o que dele não é... o seu Ser. Dê a Deus o que dele não é... a sua ira. Dê a ti o que é teu... o acaso. O Homem é um complexo fértil de substâncias intragáveis, mas ao mesmo tempo prazerosa. Ser Vivo pensante que pro bem faz o mal, e que com o mal conhece o bem.

Conhecer... a maior de todas as virtudes pecadoras. A maçã é mordida todos os dias, e assim as cobras de Eva gozam fertilizando o bem do mundo, da sociedade, do Homem. Sempre o duplo que ironiza o mundo e te criam conceitos abstratos do que pode ser, e o que não. A dignidade já não existe, ou se tal, és um presente do Santo gordo.

Dignidade... sois digno do ser que és. Sois digno das virtudes que tens. Mas sois digno dos pecados não admitidos. E talvez assim o mundo entre em colapso em um dia em que nenhum dinheiro salvará, nem a boa vontade do homem, nem seu inconsciente... e muito menos... o amor... pois o homem não sabe mais senti-lo. E tudo se torna uma cor só, uma razão só... pois é etér... e logo sumirá, e assim se tornará eterno... assim como a solidão...

domingo, 21 de setembro de 2008

Pessoas!!!!!

Quem não é superficial? Escondido atrás de máscaras, protegidos contra venenos, e, se possível, pronto para atacar. Somos movidos pelo impensável, mas impedido pela superficialidade. Falta auto-afirmação, há escesso de auto-estima... o ser-humano, necessita, ser, mais, profundo... e saber disso!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Artigo - À Richard Wright





http://davidgilmour.com/news_photos/richardwright.jpg


Por Felipe Fernandes Moreira

Esse é um texto que eu adoraria nunca ter que escrever.

Morreu nesta segunda feira, dia 15 de setembro de 2008, aos 65 anos, Richard William Wright, tecladista da banda Pink Floyd depois de uma “breve batalha contra o câncer” (segundo porta-voz da família). Rick Wright, um dos fundadores do Pink Floyd, era o integrante mais introvertido do grupo, ficando longe das batalhas épicas de quem é a alma da banda, travadas, especialmente por fãs do guitarrista David Gilmour e baixista Roger Waters.

Gilmour, em nota em seu site oficial, afirma: “A meu ver, os melhores momentos do Pink Floyd foram aqueles em que ele estava em plena forma”. Já Waters, prefere uma homenagem mais abstrata (mais ao seu estilo), deixando em seu site oficial (www.roger-waters.com) uma imagem de inúmeras velas, algumas acesas, outras apagadas expressando luto e, também, sua tristeza.

Injustamente, Rick Wright, por ser uma pessoa mais reservada, era esquecido algumas vezes pela grande mídia em frente à fama dos outros integrantes. Mas nunca pelos fãs do Pink Floyd, grupo ao qual me incluo.

Não era um “Rock Star”, era um músico. E um músico de grande talento, tendo participado ativamente na composição do álbum “The Dark Side of The Moon” (álbum de maior sucesso comercial do Pink Floyd) e da composição de arranjos para músicas da fase psicodélica da banda que definiram as diretrizes para a banda, quando ainda presente o primeiro vocalista e guitarrista Syd Barrett.

“A reação do público às suas participações na minha turnê de 2006 foi extremamente revigorante para ele, e é uma evidencia de sua modéstia ter ficado surpreso em todas essas vezes, nas quais foi aplaudido de pé (o que não era surpresa nenhuma para nós)”, disse Gilmour.

É muito bom saber que Richard Wright, antes de morrer, foi capaz de presenciar e sentir toda admiração que seu público tinha ao seu trabalho.



Felipe Fernandes Moreira é estudante de Engenharia Civil e fã do Pink Floyd desde sua ultima encarnação.

Luto - Ao Sir Rick Wright (1943 - 2008)

Pink Floyd viveu por causa dele!!!




Em Homenagem...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sinceridade

sin.ce.ri.da.de (lat. sinceritate) sf 1 Qualidade de sincero. 2 Franqueza, lealdade; ausência de hipocrisia. 3 Palavras ou observações sinceras. Antôn (Acepções 1 e 2): fingimento, hipocrisia.

Massa... valeu Michaelis... mas pra que existe essa palavra se num existe na prática? Aiai... é melhor usar essa... UTOPIA!!!!!!

domingo, 14 de setembro de 2008

O desmantelo da sociedade


Repare... repare bem... porque em alguns segundos tudo se tornará branco. O Mal Branco de Saramago talvez seja a convulsão social necessária para regular e formatar o corpo do Ser-humano.

Ser Humano... algo tão difícil desde os primórdios. Algo que apenas alguns conseguem, mas que logo serão contaminados pelo meio, e também irão adquirir o Mal Branco. A cegueira destroi o único sentido se dá real valor. E como todas as perdas, aguça algo mais. Ação. E reação. Essa é a maior lei. A lei da sobrevivência que atinge o maior de todos os sentidos animais. Sobreviva. O homem é sim, um ser social. Mas o homem, antes de mais nada é um Animal. Um bicho que veio do seio da natureza, e que, como em uma metáfora bíblica, amou a si mesmo, como indivíduo. E assim, destroi a sociedade, pois o homem é predador de se mesmo.

A soberba cega o ser...
Assim como a burrice...
Assim como a inteligência...

Ninguém vive o suficiente. Mas todos buscam a felicidade em lugares onde não a vão achar. Segundo Saramago, em um mundo de sombras tudo o que se vê é branco.

O ensaio sobre a cegueira... livro do Nobel José Saramago... Filme do premiado Fernando Meirelles, ambos são obras que os mais acomodados não irão gostar, pois quem gosta de sair de seu belo e prazeroso conforto pra lhe dar de cara com um mundo grotesco e verdadeiro da natureza do Ser-Humano?

Volto a pensar... será que a arte ainda tem a aura de mudar os padrões de vida social? Um filme provoca um debate, o debate reflexões... mas como agimos? O nosso dia-a-dia, costume, comportamento vão dizer quem somos e o que podemos fazer. Somos reflexo daquilo que construimos, mas quando não há mais reflexos, nos tornamos um ser em desmanche. Toda a maquiagem cai e nos tornamos o que somos... animais.

O que é certo? Quem estamos tentando ser? Humano? Máquina? Ou... Sonho? Porque é isso o que somos! Somos sonhos, desejos, anseios que facilmente desmancham-se em pó e excrementos.

Aceitar... viver... arriscar... compartilhar... sacrificar... provavelmente essas são as palavras mais difíceis pro Ser-Humano.

O ensaio sobre a cegueira - livro- é muito mais profundo que o filme, e mil vezes mais que esse tópico, então, leiam, assistam...

A coisa mais aterrorizante que a cegueira é ser a única pessoa no mundo a enxergar.