sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Cenas inesquecíveis...

A partir de agora, colocarei algumas das cenas que mexeram comigo na história do cinema... vou começar por essa, de Casablanca... uma das minhas prediletas...

CASABLANCA...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Os mais insuportáveis (Parte 1)

Bom... antes de mais nada... SIM, EU ME CONFUNDI... GUS VAN SANT TEM FILMES QUE EU GOSTO... Elephant, Good will Hunting e o conto dele em Paris Je t'ame... e só!!
Sei q alguns não concordam mas...
Agora vou fazer a minha lista dos Diretores que, apesar de eu ter tentado muito, não deu certo de gostar... vamos la:

1 - TARKOVSKY (O grande campeão, o único diretor que eu nunca consegui terminar UM unico filme... quase que tive um derrame cerebral)
2 - LARS VON TRIER
3 - GUS VAN SANT
4 - Irmãos Coen (Desculpa Haroldo, mas fora O Grande Lebowsky, não teve nenhum outro filme que eu tenha realmente gostado e que tenha me apresentado grandes novidades)

... (continua)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Os 100 filmes

Provavelmente, amigos blogueiros, vocês possuam a mesma sensação que eu tenho ao sair do cinema, abrir o jornal, ou alguma pagina de internet especializada em crítica cinematográfica e ler um artigo em que o cidadão esculache uma obra que você simplesmente se identificou. É complicado falarmos de crítica, de "bom" e "ruim". Mas tudo isso é um bocado relativo. O que é bom? Por que é ruim? Será que existam tantos padrões inquebráveis que tornam aquela obra um "mau gosto"?

Tudo bem, Casablanca é um filme legal de se ver, eu particularmente gostei muito - já imagino as sobrancelhas arqueadas e as caras de nojo que alguns devem fazer - mas é apenas uma questão de identificação. Hoje, precisamos dar margens às pseudo-profundidade que as pessoas possuem, e o fato de alguem gostar ou não de um filme não torna aquela obra completamente ruim... veja o exemplo de As Branquelas (nesse momento fiz cara de nojo e arqueei a sobrancelha).

Creio que depois dos advogados e dos médicos incompetentes e prepotentes que só querem ser o Dr. House, a raça mais chata são os Críticos de Cinema. Frustrados, Pseudo-intelectuais e que acham que Lars Von Trier e Gus Van Sant são bons... nada contra os filmes deles, so acho que eles utilizam o cinema pra tentar ajudar sua crise existencial com relação a sua identidade sexual (Pô, porquê tem que haver sempre uma cena de sexo homossexual num filme do Gus Van Sant, cara indeciso, nam).

Bom, não estou insinuando nada, mas sempre há uma relação do seu EU, sua identidade, seu inconsiente psicanalítico com os gostos dos filmes que você venera. Preste atenção! Hoje, o cinema viro uma sinapse que te faz entrar em processo de identificação consigo mesmo, seja em comédia, em romance, em questões humanitárias, ou na própria simplicidade (naaada como a simplicidade, como já diria meu amigo Luis Fernando Veríssimo).

Bom, daqui deixo meu protesto contra os críticos. Ninguem leva mais em consideração o que eles falam, e por isso eu digo... Salvem suas profissões, ANALISEM os filmes e parem de apenas criticar, entregando-se ao saudosismo ou à vaidade "intelectual" de ser um Crítico de Cinema...

Vou começar a pensar na minha lista dos 100 filmes que vocês devem assistir e vou postá-los aqui.


Minha lista em desordem de importância alguma

1 - “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”
2 – “Laranja Mecânica”
3 – “O Poderoso Chefão”
4 – “Apocalipse Now”
5 – “Cidade de Deus”
6 – “O grande ditador”
7 – “Cidadão kane”
8 – “O sétimo selo”
9 – “8 ½ - Felinni”
10 – “Forrest Gump”
11 – “O Nascimento de uma nação”
12 – “Psicose”
13 – “Adaptação”
14 – “Quero ser John Malkovich”
15 – Asas do Desejo
16 – Tão perto, Tão Longe
17 – “Táxi Driver”
18 – “Scarface”
19 – “Hiroshyma, meu amor”
20 – “A Doce Vita”
21 – “O Piansta”
22 – “O ensaio sobre a cegueira”
23 – “Casablanca”
24 – “Tempos Modernos”
25 – “O Homem Elefante”
26 – “O Edifício Máster”
27 – “Os Bons Companheiros”
28 – “Réquiem para um sonho”
29 – “Pulp Fiction”
30 – “Antes do por do sol”
31 – “Os sonhadores”
32 – “Tropa de Elite”
33 – “’Cinema Paradiso”
34 – “O Senhor dos Anéis (Trilogia)”
35 – “O império contra-ataca”
36 – “O Balconista”
37 – “Pi”
38 – “Noivo Neurótico, noiva nervosa”
39 – “Match Point”
40 – “Perfume de Mulher”
41 – “Quase Famosos”
42 – “Jerry Maguirre”
43 – “Terra em Transe”
44 – “Juno”
45 – “Pequena miss sunshine”
46 – “Um beijo roubado”
47 – “Closer”
48 – “O advogado do diabo”
49 – “O Exorcista”
50 – “A Profecia”
51 – “Em nome do pai”
52 – “Metrópolis”
53 – “Blow-up”
54 – “O encouraçado potemkin”
55 – “Os sete samurais”
56 – “2001- uma odisséia no espaço”
57 – “Alphaville”
58 – “007 contra o satânico Dr. Nô”
59 – “Blade Runner”
60 – “Guerra nas estrelas”
61 – “Kill Bill”
62 – “Beleza Americana”
63 – “O Ultimo tango em Paris”
64 – “A lista de Schindler”
65 – “As invasões bárbaras”
66 – “Paradise now”
67 – “Dodgeball – Com a bola toda”
68 – “Borat”
69 – “Procura-se Amy”
70 – “Jerry Maguirre”
71 – “Magnólia”
72 – “O garoto”
73 – “Piaf – Hino ao amor”
74 – “Tudo acontece em Elizabethtown”
75 – “Domingo Sangrento”
76 – “Diários de Motocicleta”
77 – “Central do Brasil”
78 – “O poderoso chefão 2”
79 – “Por uma vida menos ordinária”
80 – “Extermínio”
81 – “Trainsporting”
82 – “Encontros e desencontros”
83 – “Escola do Rock”
84 – “Patton – Rebelde ou herói”
85 – “Nascido em 4 de julho”
86 – “Plattoon”
87 – “O Resgate do soldado Ryan”
88 – “Alta fidelidade”
89 – “O manto sagrado”
90 – “Os 10 mandamentos”
91 – “Os caçadores da arca perdida”
92 – “ET – O Extraterrestre”
93 – “E o vento levou”
94 – “Curtindo a vida adoidado”
95 – “Pânico”
96 – “A hora do pesadelo”
97 – “Bonecas russas”
98 – “Meu pé esquerdo”
99 – “Não estou lá”
100 – “Os intocáveis”

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

...

O que dá mais medo ao homem? A Morte, responderiam alguns. Na verdade, em sua maioria quase total. Definamos Morte: ausência de vida ou espírito, inerência, imóvel. Sempre foram vítimas do acaso. Muitos acasos foram vítimas dos homens. Mas no que se deveria acreditar, verdadeiramente?

A leveza do espírito trás consigo as angústias da alma. Os olhos captam o podre. O coração sente a dor. E a cabeça atrai a morte. Ressuscitar, ressurgir, reencarnar, todos esses verbos intransitivos sempre pedirão o complemento da crença humana, seja por religião, seja por intuição, seja por inconsciente. Dê a Froid o que dele não é... o seu Ser. Dê a Deus o que dele não é... a sua ira. Dê a ti o que é teu... o acaso. O Homem é um complexo fértil de substâncias intragáveis, mas ao mesmo tempo prazerosa. Ser Vivo pensante que pro bem faz o mal, e que com o mal conhece o bem.

Conhecer... a maior de todas as virtudes pecadoras. A maçã é mordida todos os dias, e assim as cobras de Eva gozam fertilizando o bem do mundo, da sociedade, do Homem. Sempre o duplo que ironiza o mundo e te criam conceitos abstratos do que pode ser, e o que não. A dignidade já não existe, ou se tal, és um presente do Santo gordo.

Dignidade... sois digno do ser que és. Sois digno das virtudes que tens. Mas sois digno dos pecados não admitidos. E talvez assim o mundo entre em colapso em um dia em que nenhum dinheiro salvará, nem a boa vontade do homem, nem seu inconsciente... e muito menos... o amor... pois o homem não sabe mais senti-lo. E tudo se torna uma cor só, uma razão só... pois é etér... e logo sumirá, e assim se tornará eterno... assim como a solidão...

domingo, 21 de setembro de 2008

Pessoas!!!!!

Quem não é superficial? Escondido atrás de máscaras, protegidos contra venenos, e, se possível, pronto para atacar. Somos movidos pelo impensável, mas impedido pela superficialidade. Falta auto-afirmação, há escesso de auto-estima... o ser-humano, necessita, ser, mais, profundo... e saber disso!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Artigo - À Richard Wright





http://davidgilmour.com/news_photos/richardwright.jpg


Por Felipe Fernandes Moreira

Esse é um texto que eu adoraria nunca ter que escrever.

Morreu nesta segunda feira, dia 15 de setembro de 2008, aos 65 anos, Richard William Wright, tecladista da banda Pink Floyd depois de uma “breve batalha contra o câncer” (segundo porta-voz da família). Rick Wright, um dos fundadores do Pink Floyd, era o integrante mais introvertido do grupo, ficando longe das batalhas épicas de quem é a alma da banda, travadas, especialmente por fãs do guitarrista David Gilmour e baixista Roger Waters.

Gilmour, em nota em seu site oficial, afirma: “A meu ver, os melhores momentos do Pink Floyd foram aqueles em que ele estava em plena forma”. Já Waters, prefere uma homenagem mais abstrata (mais ao seu estilo), deixando em seu site oficial (www.roger-waters.com) uma imagem de inúmeras velas, algumas acesas, outras apagadas expressando luto e, também, sua tristeza.

Injustamente, Rick Wright, por ser uma pessoa mais reservada, era esquecido algumas vezes pela grande mídia em frente à fama dos outros integrantes. Mas nunca pelos fãs do Pink Floyd, grupo ao qual me incluo.

Não era um “Rock Star”, era um músico. E um músico de grande talento, tendo participado ativamente na composição do álbum “The Dark Side of The Moon” (álbum de maior sucesso comercial do Pink Floyd) e da composição de arranjos para músicas da fase psicodélica da banda que definiram as diretrizes para a banda, quando ainda presente o primeiro vocalista e guitarrista Syd Barrett.

“A reação do público às suas participações na minha turnê de 2006 foi extremamente revigorante para ele, e é uma evidencia de sua modéstia ter ficado surpreso em todas essas vezes, nas quais foi aplaudido de pé (o que não era surpresa nenhuma para nós)”, disse Gilmour.

É muito bom saber que Richard Wright, antes de morrer, foi capaz de presenciar e sentir toda admiração que seu público tinha ao seu trabalho.



Felipe Fernandes Moreira é estudante de Engenharia Civil e fã do Pink Floyd desde sua ultima encarnação.

Luto - Ao Sir Rick Wright (1943 - 2008)

Pink Floyd viveu por causa dele!!!




Em Homenagem...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sinceridade

sin.ce.ri.da.de (lat. sinceritate) sf 1 Qualidade de sincero. 2 Franqueza, lealdade; ausência de hipocrisia. 3 Palavras ou observações sinceras. Antôn (Acepções 1 e 2): fingimento, hipocrisia.

Massa... valeu Michaelis... mas pra que existe essa palavra se num existe na prática? Aiai... é melhor usar essa... UTOPIA!!!!!!

domingo, 14 de setembro de 2008

O desmantelo da sociedade


Repare... repare bem... porque em alguns segundos tudo se tornará branco. O Mal Branco de Saramago talvez seja a convulsão social necessária para regular e formatar o corpo do Ser-humano.

Ser Humano... algo tão difícil desde os primórdios. Algo que apenas alguns conseguem, mas que logo serão contaminados pelo meio, e também irão adquirir o Mal Branco. A cegueira destroi o único sentido se dá real valor. E como todas as perdas, aguça algo mais. Ação. E reação. Essa é a maior lei. A lei da sobrevivência que atinge o maior de todos os sentidos animais. Sobreviva. O homem é sim, um ser social. Mas o homem, antes de mais nada é um Animal. Um bicho que veio do seio da natureza, e que, como em uma metáfora bíblica, amou a si mesmo, como indivíduo. E assim, destroi a sociedade, pois o homem é predador de se mesmo.

A soberba cega o ser...
Assim como a burrice...
Assim como a inteligência...

Ninguém vive o suficiente. Mas todos buscam a felicidade em lugares onde não a vão achar. Segundo Saramago, em um mundo de sombras tudo o que se vê é branco.

O ensaio sobre a cegueira... livro do Nobel José Saramago... Filme do premiado Fernando Meirelles, ambos são obras que os mais acomodados não irão gostar, pois quem gosta de sair de seu belo e prazeroso conforto pra lhe dar de cara com um mundo grotesco e verdadeiro da natureza do Ser-Humano?

Volto a pensar... será que a arte ainda tem a aura de mudar os padrões de vida social? Um filme provoca um debate, o debate reflexões... mas como agimos? O nosso dia-a-dia, costume, comportamento vão dizer quem somos e o que podemos fazer. Somos reflexo daquilo que construimos, mas quando não há mais reflexos, nos tornamos um ser em desmanche. Toda a maquiagem cai e nos tornamos o que somos... animais.

O que é certo? Quem estamos tentando ser? Humano? Máquina? Ou... Sonho? Porque é isso o que somos! Somos sonhos, desejos, anseios que facilmente desmancham-se em pó e excrementos.

Aceitar... viver... arriscar... compartilhar... sacrificar... provavelmente essas são as palavras mais difíceis pro Ser-Humano.

O ensaio sobre a cegueira - livro- é muito mais profundo que o filme, e mil vezes mais que esse tópico, então, leiam, assistam...

A coisa mais aterrorizante que a cegueira é ser a única pessoa no mundo a enxergar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Artigo - Tudo está se perdendo, algo está sendo ganho


Não sei o que está havendo com todos... mas as pessoas, a cada dia que passa, e a cada pessoa nova que conheço, mais tenho a certeza que tudo está muito estranho. É estranho que não haja diálogos mais profundos, que exista o medo de conhecer o outro, que impere a lei do "achismo" ao invés da certeza. É complicado o fato de existir diferenças e as pessoas simplesmente negá-las, e quando a diferença está em você, você teima em aceitá-la e reluta em tornar-se o que sua natureza te tornou. Isso, vamos forçar a barra, vamos protagonizar momentos bizarros que nos levam a extremos, pois assim, teremos a certeza de nossa capacidade.

O ser-humano é um bicho engraçado. Na atualidade, as pessoas precisam mais da auto-estima do que das proteínas. Precisam de alguém a se compararem do que de carboidrato. Precisam mais de ilusões do que do ar que respiram. O amor, por exemplo, é uma das ironias desse mundo. Muitos acreditam em sua existência (na verdade, acho que sou o único no mundo que não acredita na existência dele), mas nenhum leva uma vida para senti-lo intensamente. Resultado, o medo vence o amor (nossa, roteiristas de hollywood, essa frase está a venda). Mas é a mais pura verdade. Como se leva uma vida em que a maioria sente medo dos outros, medo de se magoar, de magoar, de rir, de chorar... medo das emoções que podemos proporcionar e dar mais humanidade à nossa vida animal.

Eu temo pelo amanhã. A virtualidade sempre foi mais fácil, e sempre transformou momentos únicos de uma vida em simples passagens. Os românticos são idiotas, pois acreditam piamente em utopias. Os racionais são mais estúpidos ainda, pois para eles, tudo tem que ser muito concreto, comprovado cientificamente e estatisticamente, são os chatos de plantão. Mas todos eles negam a Emoção. Palavra que eu traduzo como Vida, Alma, Espírito, Aura... cada vez mais me convenço que Jean-Paul Sartre estava certo ao afirmar em seu livro Esboço para uma Teoria das Emoções (que eu recomendo a estudantes e interessados em semiótica, comunicação e psicologia) que "a emoção é a forma organizada da existência humana".

O Lúdico é pouco vivenciado. Muito do que o mundo pode proporcionar às pessoas está sendo perdido. Muito do que as pessoas podem proporcionar a elas mesmas está se perdendo. Continuamos a nos tratar como seres extremamente superiores, e assim não notamos os nossos problemas, e ainda fazemos questão de ignorar todos os sentimentos de alerta que venhamos a ter. Mas como nesse mundo nada se perde, algo está aparecendo. Algo muito estranho. Novidades são muito bem vindas, mas acho muito precipitado em dizer se pro bem ou pelo mal.

Tenha os melhores dias, repletos de todos os tipos de sentimentos possíveis. Porque assim, estou te desejando a Vida.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O U2 perdeu as bolas!!!!!!!!!


Quem me conhece sabe o quanto eu sou fã desses caras. O quanto algumas músicas clássicas deles (where the street have no name; still haven't found what I looking for; with or without you; one; dentre outras) significam pra mim. Mas depois de escutar o album de 1996 intitulado Pop pela enésima vez, cheguei a uma conclusão muito simples. Os irlandeses perderam os colhões!

De longe, esse foi o album mais criticado deles pelos "Especialistas" de plantão. Na minha opinião, esse foi O melhor album deles. É simplesmente sensacional a fusão do Rock com a musica eletronica, uma novidade não muito bem recebida naquela época. Já, nos dias atuais, bandas de rock indie, e o Daft Punk, fazem a mesma coisa que o U2 fez em 1996, há 12 anos atrás. Os irlandeses foram chacotados, essas novas bandas são endeusadas. Daí vem minha reflexão: os caras foram gênios, visionários, revolucionários no meio musical.

Mas qual revolução foi unânime? Resposta: NENHUMA. Mas quantos morreram por seus ideais? Vários. O U2 não precisava morrer por seus ideais. Mas ajoelhar-se perante a vontade dos críticos e jogarem fora uma tradição de experimento em busca de um novo som, é simplismente enojador. E ainda ser sustentado por um pilar político de "Vamos salvar o mundo, as criancinhas e os dinossauros" beira o ridículo.

Pop revolucionou, sem querer, o Rock. Foi o primeiro Rock a aceitar sons tão absurdamente diferente sem deixar de ser Rock. Mas os idiotas queriam mais Joshua tree, mais Achtung Baby. É, amigos, depois do Pop vieram os CHATÍSSIMOS All that you can't leave behind e How to desmantele an atomic bomb. Albuns de palavras lindas, mas q em nada acrescentam à vida de ninguém e som mais uma vez ultrapassado e sem empolgação.

É chato ver essa realidade de uma banda que sempre adorei... mais um album vem ai. E vale torcer pra que o U2 não se entregue ao mercado EMO. Bono, Edge, Clayton e Larry podem ser eternizados por Joshua Tree e Achtung Baby, mas nunca serão lendas, ou mitos, como uma vez o foi Pink Floyd, Led Zeppelin, Dire Streit, Bob Dylan, David Bowie e, obviamente, The Beatles. Todos esses gostavam de fazer seu som, buscar a perfeição. E quando acharam que nada mais podiam fazer, terminaram suas jornadas e seguiram com seus projetos particulares. Já o U2 insite em fazer coisas que em nada acrescenta, não sei se por medo de rejeição, ou por falta de criatividade. Mas, infelizmente, não acredito que um album com um som e uma proposta tão forte como o Pop venha a ser feito novamente das mãos desses caras.

Aproveitando para finalizar: Coldplay, The Killers, Daft Punk, Moby etc, são alguns artistas que misturaram o eletrônico com o Rock. Talvez, bem influenciado por Pop.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Johnny não é O cara!

Das metáforas desse mundo me aqueço! De figuras que alimentam minhas esperanças sobrevivo cada dia, sem o arrependimento de ontem, sem o desejar o passado, sem sentir falta. São só bolhas, já diziam. São só nuvens, névoas, brisas, ventanias, seja o que for... vai passar! Porque tudo passa, até mesmo a Vida, e não percebemos, pois somos exageradamente bucólicos.

Somos criaturas. Somos criados. Somos adestrados. A liberdade é utópica, mas necessária para percorremos o caminho que chamamos vida. Levantar sempre que existir uma pedra. Suspirar sempre que vemos um novo nascer do Sol.

Falo da vida de Johnny... aquele sujeito desastroso. Sim, Johnny foi à guerra e voltou vivo. Novo. Um novo Johnny. Sim, sim, salabim. Johnny viu o inferno. Ele sentiu o ar quente que subia do chão imundo e nefasto, coberto com o enxofre que encardia as narinas do pobre Johnny. Pobre, nada. Johnny viu, sentiu e cheirou o inferno. Mas Johnny voltou. Fez o que Orfeu e Dante tentaram. Sim ele sobreviveu.

Johnny tenta, e tenta, e tenta. Mas a vida, pra ele é como uma brisa vinda do mar. Pra ela correr, precisa de um sol ardente, ou se não tiver, ela trás uma tempestade furiosa. É Johnny. Nasceu e pouco viveu. Pouco dividiu. Pouco sentiu a verdadeira graça.

"Mas qual a graça?", perguntou Johnny. A graça disso tudo. A divisão, o conflito, o embate, a discussão, a confusão e, finalmente, a paz.

É Johnny, continue tentando... você ainda não é O Cara!!!